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Exército dos EUA quer certificar o Apache para operar em navios

Posted by Rede Notícias | quarta-feira, 16 de abril de 2014 | Posted in , ,

AH-64 apache_
Imagem: Cavok Brasil
 Exército está considerando certificar alguns de seus helicópteros de ataque para operar a partir de navios.
Operando a partir de navios no mar “parece ser uma capacidade de crescimento, e nós acreditamos que há uma demanda crescente lá fora” disse o diretor do Exército da aviação, o coronel John Lindsay do Comando Central dos EUA, na Coréia do Sul.
A longo prazo, “ainda temos algum trabalho a fazer” para determinar o quanto o Exército quer – ou precisa – para investir na operação de helicópteros Apache em navios de guerra, mas não há um trabalho oficail em andamento. O uso do Apache em navios – com os Fuzileiros – no Pacífico ampliaria a capacidade de ataque dos EUA naquele teatro.
A região da Ásia -Pacífico, uma área de maior enfoque para as forças armadas dos EUA, é principalmente marítima. O Pentágono disse que não prevê guerras terrestres prolongadas no seu futuro depois de mais de uma década no Afeganistão e no Iraque, e está planejando diminuir o Exército. Especialistas dizem que o Pacífico é um teatro mais orientado para as capacidades da Marinha e da Força Aérea, devido ao tamanho da região.
Helicópteros da Marinha e dos Fuzileiros são diferentes dos helicópteros do Exército, mas não é nova (para o Exército) essa idéia de operações marítimas e operações em navios. Operações no Haiti no início de 1990, já demonstravam essa capacidade, quando Apaches do Exército voaram ao largo da costa fazendo uso de fragatas da Marinha.
FONTE: Army Times – Tradução e edição: CAVOK Brasil

PARA EVITAR BRIGAS NA COPA, DILMA VAI DIVIDIR PODER ENTRE MILITARES E POLÍCIA

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O governo federal articula um "triunvirato" na segurança em cada uma das 12 sedes da Copa do Mundo, que acontece de 12 de junho a 13 de julho no país, para evitar uma disputa entre as polícias estaduais, a Polícia Federal e as Forças Armadas durante o evento.
O governo optou pelo "triunvirato", pois nenhuma força gosta de receber ordem de outra e isso tem gerado atritos nos bastidores. Durante a Copa das Confederações, a visita do Papa ao Brasil e o sorteio dos jogos da Copa do Mundo, na Costa do Sauípe (BA), em 2013, disputas envolvendo padrões, termos técnicos e como as tropas especiais atuariam quase colocaram os eventos em risco. Os desentendimentos na alta cúpula já levaram à queda de dois secretários nacionais extraordinários de segurança para grandes eventos (Sesge), pasta subordinada ao Ministério da Justiça e que foi criada pela presidente Dilma Rousseff para ajudar os estados a se prepararem.
Pela Constituição, a segurança pública é responsabilidade das polícias estaduais e federais. Mas, quando os militares são empregados para garantia da lei e da ordem, por um período e terreno delimitados, uma lei de 1999 e um decreto de 2001 estipulam que a mais alta autoridade a mandar na região é um militar da mais alta patente.
Para evitar uma disputa pelo poder entre as diferenças esferas de segurança, uma articulação vem sendo feita desde janeiro pelos ministérios da Justiça e da Defesa junto aos governadores dos 12 estados que receberão os jogos para que aceitem dividir responsabilidades em caso de problemas no Mundial. A ideia, que ainda será finalizada pelos ministros José Eduardo Cardozo e Celso Amorim junto à presidente Dilma Rousseff, deve ser avalizada oficialmente pelos governadores, segundo informaram ao G1 os ministérios da Justiça e da Defesa e o delegado da PF encarregado da Copa no Brasil, Felipe Seixas.
No período dos jogos, mandarão na segurança pública das cidade-sede três pessoas: o secretário de segurança do estado, um general definido pela Defesa como “comandante de área” e o superintendente da PF no estado. Eles comporão o "Comitê Executivo de Segurança Integrada Regional (Cesir)". Acima deles haverá um comitê composto pelos ministros da Casa Civil, Defesa e Justiça.
O acordo do governo federal com os estados vai permitir que todos trabalhem juntos e busquem entendimento também em um dos principais pontos de divergência, segundo o G1 apurou: a prevenção e o combate a atos terroristas (no vídeo acima, veja o treinamento conjunto feito para estes casos)
“O governo (federal) optou por preservar o pacto federativo e propôs aos estados este modelo de triunvirato, que surgiu após negociações entre a Casa Civil, os ministérios da Defesa e da Justiça. A princípio, os estados aceitaram e ainda analisam o texto. Alguns pediram alterações na composição”, afirma o delegado da PF Felipe Seixas. Segundo ele, "os governadores ainda vão assinar um acordo de cooperação" para formalizar o acordo.
Se acontecer algo dentro do estádio, a PF é que vai gerenciar a crise inicialmente. Se for definido que é um atentado terrorista, aí quem vai coordenar é o Ministério da Defesa. Mas isso não significa que os militares vão atuar diretamente (...) A ideia é que as forças de segurança tenham primazia na ação, mesmo em caso de atentado terrorista"
Felipe Seixas
coordenador de grandes eventos na PF
“A criação dos Cesir foi uma boa saída para um problema que existia (de disputa de poder). Entendeu-se como uma ótima solução para a gente construir decisões em uma esfera elevada, com quem entende do assunto”, diz o delegado.

“Se as coisas não estão bem claras, escritas, pode ser que, em algum estado, em alguma ocasião, um oficial general, ou um secretário de segurança ou um superintendente da PF queira tomar uma decisão sozinho. É melhor colocar no papel as atribuições”, defende Seixas.
Mudanças em avaliação
Alguns estados pediram mudanças nos comitês, diz o delegado da PF. Rio de Janeiro, por exemplo, quis, segundo ele, incluir a prefeitura nas decisões. A secretaria de Estado do Rio de Janeiro informou que a proposta do governo federal ainda não foi formalizada.

Em nota enviada ao G1, após solicitações feiras à Presidência e à Casa Civil, o Ministério da Justiça informou que “coordenadas pela Casa Civil, todas as reuniões com governadores dos estados sedes para realização de jogos da Copa já foram realizadas” e que “a expectativa é que ambos os ministros apresentem as informações à presidente Dilma Rousseff”. Segundo a pasta, mais informações serão divulgadas “em momento oportuno”. “Alguns ajustes estão sendo realizados quanto à formatação dos mesmos”.
Em fevereiro, os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, da Defesa, Celso Amorim, e da Casa Civil, Aloisio Mercadante, receberam em reuniões no Planalto os governadores para discutir as propostas, informou a Defesa.  “A nova governança que estabelece o Cesir” é um “modelo que foi apresentado aos governadores e prefeitos das cidades-sede” durante viagens feitas por Cardoso e o general José Carlos de Nardi, coordenador das Forças Armadas brasileiras, às 12 cidades-sede da Copa nos dois primeiros meses do ano, diz pasta.

Segundo a Casa Civil, “os ministérios da Defesa e da Justiça, que estavam presentes nas reuniões com os governadores” e com Mercadante, é que deveriam falar sobre a questão.

Apesar de ainda não ser oficial, os Cesir já estão nos documentos divulgados pelo Ministério da Defesa a jornalistas sobre como será a atuação dos militares na Copa. O “Planejamento Estratégico de Segurança para a Copa do Mundo Fifa de 2014”, do Ministério da Justiça, enviado aoG1 pela Sesge, porém, não integra a ideia.

Brigas levaram à queda de secretários
As brigas entre a Defesa e a Justiça por responsabilidades já levaram à queda de dois titulares da secretaria extraordinária de segurança para grandes eventos, a Sesge, do Ministério da Justiça. Os dois eram delegados da PF, assim como o atual titular ocupante da pasta, o delegado Andrei Passos Rodrigues. Ambos teriam se desentendido em reuniões com o general De Nardi sobre atribuições dos militares e da Sesge, que coordena a atuação das policiais estaduais e federais na Copa. 
general de nardi copa das confederações; papa (Foto: Gabriel Pelaquim/G1)
Ao G1, general De Nardi, que coordena as Forças Armadas diz que não abre mão que o tema terrorismo
fique com os militares (Foto: Gabriel Pelaquim/G1)
Em entrevista ao G1 em 2013, o general De Nardi falou que uma dos temas que não abria mão de ficar sob controle das Forças Armadas durante  a Copa é a prevenção e a repressão ao terrorismo. No documento da Defesa, ambos são tratados como tarefas dos militares.  Mas o delegado da PF diz que, nem sempre, isso ocorrerá na prática durante os jogos.
“Se acontecer algo dentro do estádio, a PF é que vai gerenciar a crise inicialmente. Se for definido que é um atentado terrorista, aí quem vai coordenar é o Ministério da Defesa. Mas isso não significa que os militares vão atuar diretamente, será uma coordenação diferente, mas pode ser que se mantenha a mesma equipe tática, o mesmo negociador, o mesmo atirador que já estava lá antes, seja ele de uma polícia ou da PF. A ideia é que as forças de segurança tenham primazia na ação, mesmo em caso de atentado terrorista”, acredita o delegado Seixas.
Segundo ele, será o “triunvirato” do comitê executivo que decidirá quando um caso, como o sequestro de um jogador,  deixará de ser algo criminoso meramente, e estar nas mãos da PF, para ser algo considerado como terrorista, passando sob coordenação militar.
G1 apurou que, durante a Copa das Confederações, a visita do Papa Francisco ao Brasil e no sorteio dos jogos da Copa, realizado em dezembro na Costa do Sauípe, na Bahia, houve dificuldades de entendimento entre tropas militares e policiais sobre quem faria a prevenção de terrorismo, como varreduras em busca de explosivos e armas químicas e bacteriológicas nos locais e também recolhimento de informações de inteligência, como nomes e detalhes de suspeitos.
No início de abril, um grande treinamento conjunto foi feito em Goiânia (GO) reunindo tropas policiais especializadas em resgate de reféns e ações de risco dos estados das sedes da Copa e as tropas de elite das Forças Armadas e da PF. O objetivo foi buscar um entrosamento e padronizar procedimentos, como uso do atirador de elite, a invasão de locais fechados, dentre outros.
O delegado Seixas não acredita, porém, que haverá briga entre policiais e militares por quem irá atuar. Para ele, a hipótese de, durante um ataque terrorista no Maracanã na final da Copa do Mundo, por exemplo, chegarem ao local equipes do Bope da PM do Rio, da PF e de forças militares disputando quem solucionará o caso, “inexiste”.
Fonte: G1.globo.com

Brasil cai em ranking global de gastos militares em 2013

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Soldado brasileiro | Crédito: Reuters
Imagem: BBC Brasil. Despesas brasileiras no setor cresceram a um ritmo inferior a de outros países sul-americanos, diz Sipri
Na contramão de seus principais vizinhos sul-americanos, o Brasil caiu no ranking dos países com maiores gastos militares no mundo em 2013, segundo um estudo do Sipri (Instituto Internacional de Estudos da Paz de Estocolmo, na sigla em inglês), divulgado nesta segunda-feira.
A queda no ano passado foi de 3,9% e fez com que o país deixasse a lista dos dez maiores investidores no setor.
Com despesas da ordem de US$ 31,5 bilhões (R$ 70 bilhões) em 2013, o Brasil ocupa agora a 12ª posição no ranking, duas a menos do que no ano anterior, e atrás de países como Estados Unidos, Coreia do Sul e Itália.
Em contrapartida, outros países latino-americanos, como Colômbia (+13%), Honduras (+22%) e Paraguai (+33%), vêm expandindo significativamente seus orçamentos militares.
Segundo o Sipri, os gastos militares na região registraram um crescimento real (descontada a inflação) de 2,2% em 2013 e de 61% nos últimos dez anos.
O relatório, entretanto, destaca que a trajetória de alta na América do Sul foi impactada pelo mau desempenho do Brasil.
"Em contraste com os anos anteriores, a taxa de aumento dos gastos militares na América do Sul caiu, principalmente por causa do Brasil, o maior investidor da região", informa o relatório.
"Os gastos militares brasileiros cresceram rapidamente, em torno de 7% entre 2003 e 2010, mas registraram seu pico em 2010", acrescenta o estudo.
O Brasil também fica atrás na comparação com outros latino-americanos quando são analisadas as despesas militares na última década.
De 2004 a 2013, os gastos brasileiros no setor subiram em média 48%, taxa inferior a de países como Equador (+175%), Argentina (+155%) e Honduras (+137%).
O levantamento do Sipri, intitulado Tendências dos gastos militares no mundo, é divulgado anualmente com base em dados de mais de 170 países e inclui todo tipo de despesa no setor, desde compra de equipamentos a pagamentos de salários e pensões.

Países com maiores gastos militares em 2013

1 - Estados Unidos
2 - China
3 - Rússia
4 - Arábia Saudita
5 - França
6 - Reino Unido
7 - Alemanha
8 - Japão
9 - Índia
10 - Coreia do Sul
11 - Itália
12 - Brasil
13 - Austrália
14 - Turquia
15 - Emirados Árabes Unidos
Fonte: Sipri

Cenário global

No mundo, os gastos militares caíram 1,9% em 2013, totalizando US$ 1,75 trilhão (R$ 3,9 trilhões), em grande parte por causa dos Estados Unidos, que reduziram suas operações no Iraque e no Afeganistão.
Sem a inclusão das despesas militares americanas, ressalva o levantamento, o setor teria crescido 1,8%.
Segundo o relatório, foi o segundo ano consecutivo de queda nos gastos militares globais. Em 2012, o total das despesas na área caiu 0,4%.
O Sipri assinala ainda que, nos últimos anos, uma tendência vem se consolidando no mundo. Enquanto os gastos militares tem caído no Ocidente – ou seja, na América do Norte, na Europa e na Oceania, as despesas aumentaram em outras regiões.
Entre os países com os maiores gastos militares, o relatório destaca o caso da Arábia Saudita, cujo orçamento destinado às Forças Armadas chegou a quase 10% do PIB em 2013. O país galgou três posições no ranking, passando da sétima para a quarta posição entre os que investem no setor.
O estudo também chama atenção para o fato de que, pela primeira vez, a Rússia ultrapassou os Estados Unidos na relação entre os gastos militares sobre o PIB, em linha com um plano aprovado pelo governo de Moscou de modernização de equipamentos.
Aproximadamente quatro quintos de todos os gastos militares em 2013 foram realizados por 15 países, entre eles o Brasil, conclui o levantamento.
Fonte: BBC Brasil

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Meia Hora, Rio de Janeiro-RJ.

O Dia, Rio de Janeiro-RJ.

O Extra, Rio de Janeiro-RJ.

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